A terapia ocupacional na geriatria

 

A terapia ocupacional (TO) é uma área de conhecimento voltada à prevenção e tratamento de pessoas que possam possuir alterações cognitivas, afetivas, perceptivas ou psicomotoras, sejam elas decorrentes ou não de distúrbios genéticos, por doenças que foram adquiridas ou traumas. Todas e essas alterações podem ocorrem no envelhecimento de forma progressiva. Diversos estudos demonstram que algumas dessas condições geriátricas podem ser evitadas ou retardadas, caso haja um acompanhamento mais efetivo que vise prevenção (LIMA-COSTA et al., 2003).

Pois é função do Terapeuta Ocupacional realizar estratégias de promoção, prevenção, manutenção e/ou reabilitação das funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, orientação espacial e temporal), sensoriais e motoras no âmbito do desempenho ocupacional da pessoa idosa.Podendo analisar e intervir no desempenho ocupacional das atividades de vida diárias (AVDs), básicas, intermediárias e avançadas, assim como nas atividades instrumentais de vida diária (AIVDs)(CREFITO 3). Favorecendo sua independência e autonomia.

 O Terapeuta Ocupacional pode desenvolver junto ao idoso atividades sociais como grupos de conversas e passeios favorecendo assim maior participação na sociedade, atividades culturais e artesanais possibilitando o desenvolvimento da criatividade e da mente, atividades ocupacionais e de lazer permitindo maior diversão e alegria.

Diversos artigos destacam algumas atividades que se mostram bem eficazes, como atividades em grupo, em que os idosos podem trocar experiências, desenvolverem relações, e se sentirem menos sozinhos, além da abertura para uma troca de confiança onde pode haver identificação de problemas como agressões e abusos, problemas psicológicos e emocionais (PILGER, C. et al 2015; VICTOR, J. F. et al. 2007).

A Terapia Ocupacional, então, por meio de atividades promotoras de saúde, cuida individualmente ou coletivamente desta população que necessita dos mais diversos cuidados, seja com o objetivo de prevenir ou tratar e reabilitar, facilitando assim para o idoso o reconhecimento de suas condições e consequentemente o ajuda a lidar melhor com suas limitações e preocupações. Daí espera-se obter evolução quanto as suas capacidades, autonomia, estimulo de atividades para manter o ritmo diário e participação social, auxiliando assim na saúde física, social e mental, garantindo um envelhecimento ativo e adequado dentro das possibilidades do idoso.

Dessa forma, através de estímulos que ajudam os idosos a desenvolverem ideias muitas vezes perdidas, além do conhecimento pessoal e identificação das suas limitações, a terapia ocupacional permite uma qualidade de vida baseada, quando possível, na autonomia e independência, e nos casos de idosos frágeis e dependentes, permite uma reabilitação biopsicossocial, objetivando em ambos os caos que os idosos se sintam engajados, cuidados, saudáveis, respeitando sempre suas limitações.

Magda Mattos

Terapeuta Ocupacional do Residencial Divina Providência

CREFITO 3/3530

 

Referências Bibliográficas

CREFITO 3. Definição. Disponível em: https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=6306  Acesso em 29 ago. 2020.

LIMA-COSTA, Maria Fernanda; BARRETO, Sandhi Maria. Tipos de estudos epidemiológicos: conceitos básicos e aplicações na área do envelhecimento. Epidemiol. Serv. Saúde,  Brasília ,  v. 12, n. 4, p. 189-201,  dez.  2003 .   Disponível em <http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742003000400003&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  29  ago.  2020.  http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742003000400003.

MENDONÇA, M. P. (2015, 9 de julho). A Terapia Ocupacional em Gerontologia. Brasil: Crefito 10. Recuperado de http://www.crefito10.org.br/conteudo. jsp?idc=2172>. Acesso em 29 ago. 2020.

PILGER C. et al Atividades de promoção à saúde para um grupo de idosos:um relato de experiência. Revista de Enfermagem e Atenção à Saúde, v. 4, n. 2, p.93-99,ago./dez. 2015. Acesso em 29 ago. 2020.

VICTOR, J. F. et al. Grupo feliz idade: cuidado de enfermagem para a promoção da saúde na terceira idade. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 41, n.4, p.724-30, 2007. Acesso em 29/ago. 2020.

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